Gata atacada por um cachorro
Oi, amigos dos gatos!
Na semana passada, recebi no whatsapp, uma
mensagem de uma simpatizante dos gatos, Leninha, falando sobre um filhote de
gato, de rua, que havia sido atacado por um cachorro.
Ao chegar no local, vi que se tratava
de uma gatinha tricolor, de aproximadamente, três meses ou menos. Ela estava
com o corpo todo deitado no chão. Ergui seu corpo tentando colocá-la sobre suas
quatro patas.
Não conseguia se manter sobre suas patas. A
perna direita não dobrava. A barriga estava estufada. Apalpei seu corpo e a, aparentemente,
não havia fraturado nenhum osso, apenas um incômodo ao esticar a perna direita
pegando na parte proximal do fêmur, na virilha.
Bem, o ataque não foi tão grave, o
cachorro provavelmente, abocanhou a perna direita, sem atingir a barriga. Segundo
o relato durante o ataque o cachorro foi rapidamente enxotado. Se a mordida
fosse no meio do seu corpo, teria atingido os órgãos e esmagando-os. Aí a coisa
estaria complicada.
Resolvi leva-la para casa, mas estranhando
a barriga grande. Os primeiros procedimentos foram: dei ração para ela, comeu
ferozmente, em seguida bebeu água. Pelo menos estava comendo sem problema. Em seguida
dei remédio para dor (dipirona); anti-inflamatório (Azium) e passei Gelol ao
redor da coxa, próximo da virilha.
No dia seguinte, notei que ela estava
respondendo bem. Vi que havia urinado, mas não defecado. Coloquei ela no
canteiro, e devido o trauma não conseguia ficar na posição correta para defecar,
seu quadril estava todo no chão. Saiu quase nada de fezes.
Lembrei que quando ocorre traumas, geralmente,
sempre os sistemas urinário e digestório são alterados. Foi aí que associei o
inchaço da barriga com constipação. Dei para ela 1,5ml de óleo rícino e antes
de meia hora ela estava defecando.
Para mim foi um alivio, pois achava que
o ataque havia esmagado seu intestino. Ela só estava sentindo incômodo devido a
dor que sentia na perna que foi mordida. Dei também vermífugo para ela.
Sete dias já se passaram, e vejo que seu
quadro vem evoluindo positivamente. Tem comido feito uma cavalinha. Vai ver que
é por isso que a barriga está alta. Defeca e urina normalmente. A posição corporal
para urinar e defecar melhorou bastante.
Quanto a perna traumatizada, também,
tem melhorado. Consegue se sustentar em suas quatro patas. A marcha está se firmando cada vez mais. Ao sentar
consegue deixar as duas patas traseiras dobradas, o que antes não conseguia.
Felizmente e aparentemente, essa
gatinha vítima de ataque de cachorro ficará bem. Mas nem sempre isso ocorre. Geralmente,
ataques de cachorros a gatos são fatais. Até mesmo entre cachorros de portes diferentes.
Anos atrás, o rottweiler de minha mãe
atacou seu poodle. Percebendo que seu quadro estava piorando levou-o a clínica
veterinária, mas não aguentou e acabou morrendo. A veterinária disse uma frase
interessante que: “É mais provável um cachorro de porte pequeno sobreviver a um
atropelamento do que a um ataque de cachorro de porte grande”.
Portanto, não é recomendado que gatos,
principalmente, filhotes fiquem perto de cachorros. E nem cachorros de porto pequeno
perto de cachorros de porte grande. Principalmente, se apresentarem uma certa agressividade.
Até segunda!





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